Paisagem e património

Se gosta de estar em contacto com a natureza, então aponte na agenda uma visita à praia fluvial de Samouco que, nos meses de Verão, é ponto de encontro entre locais e visitantes. Com a Ponte Vasco da Gama como cenário principal, a praia fluvial estende-se até ao Cais Palafítico que, diariamente, é frequentado por pescadores locais.

Em direção à vila de Alcochete, faça um desvio até à Fundação das Salinas do Samouco, um espaço natural, em que a biodiversidade pode ser vivida através de uma multiplicidade de experiências.

Praia de Samouco

A vila do Samouco tem a sua zona de lazer onde se inclui a praia fluvial, um excelente parque de merendas, que reúne todas as condições para piqueniques em família e momentos de
confraternização, e uma zona desportiva para exercitar.

Com um olhar único sobre o rio, a Ponte Vasco da Gama e a cidade de Lisboa, é uma praia de eleição dos munícipes e visitantes das redondezas, estando dotada de:

– Casa de banho públicas com chuveiros;
– Parque infantil;
– Passadiços em madeira sobre a areia
– Equipamentos de ginástica;
– Chapéus de sol;
– Parque de estacionamento;
– Campo de futebol e de voleibol;
– Parque de merendas (com mesas de piquenique, fogareiros, casas de banho, excelente
zona de relva, parque infantil e campo de jogos).
Antes de chegar à praia, ao longo do circuito pedonal, encontram-se um conjunto de
equipamentos desportivos para usufruto público, assim como um mini-skate parque.

Salinas do Samouco

Constituído por uma área de 360 hectares, o Complexo de Salinas de Samouco é um local de alimentação, refúgio e nidificação para milhares de aves onde se destacam espécies como a chilreta, o pernilongo e o borrelho-de- coleira-interrompida. Atualmente, as salinas de Samouco apresentam-se como o salgado com a maior riqueza e abundância de aves durante o período de preia-mar de todo o Tejo. A sua importância crescente deve-se, essencialmente, a dois aspetos: em primeiro lugar tem sido alvo de manutenção constante desde 1995 e, em segundo lugar, os outros salgados encontram-se ao abandono e são explorados para captura de camarinha, o que faz com que os níveis de água sejam inadequados para utilização, por parte das aves limícolas.

Em contraste com o seu enfraquecimento económico, verifica-se que a riqueza ecológica das salinas tem sido cada vez mais valorizada e reconhecida. A sua proximidade à maior e mais importante Zona Húmida de Portugal o Estuário do Tejo, faz com que as salinas constituam um ótimo local de abrigo para muitas aves aquáticas que durante as suas migrações, encontram nos diferentes tanques, um ótimo local para se alimentarem e repousarem. Já na época de nidificação, as aves encontram condições ideias para se reproduzirem.

O Sal produzido pela Fundação está certificado e destina-se a diferentes usos, nomeadamente, na gastronomia, em piscinas, controlo e vegetação infestante e rega de produção de salicórnia.

A Flôr de Sal forma-se à superfície dos cristalizadores, é recolhida de forma artesanal e contém componentes que enriquecem o seu paladar relativamente a qualquer outro sal, nomeadamente em saladas, pratos crus e grelhados.

Sal Marinho produzido de forma artesanal em salinas centenárias, classificado como Tal-Qual
Grosso e Tal-Qual Fino.

Um fim-de- semana por mês, a Fundação das Salinas abre as suas portas para uma visita guiada pelo trilho do flamingo, onde poderá observar a avifauna, os burros mirandeses e o salgado e nos meses de Verão, poderá ainda inscrever-se na rapação do sal.

Saiba mais sobre a riqueza natural e o sal e visite as Salinas do Samouco.
http://www.salinasdosamouco.pt/